Sob um céu de estrelas incertas
Mulheres lindas e convictas se vestem imponentes
Com seus mais belos medos
E a mais profunda e insegura certeza.
Passam tão cheias de pudor
Que não notam,
Mas estão mais nuas do que a lua.
E bem de certa maneira
Talvez o certo é dizer:
De maneira perfeita.
Vejo Paula passar,
Ainda pra mim (naquele momento)
Apenas uma menina.
Mas não uma menina qual quer,
A Menina.
Diferente de todas as Mulheres lindas,
Que lá estavam.
Paula passa
E honesta, distribui olhares
Em passos hora apressados, hora lentos.
Como pode tal honestidade em passos
Penetrar tão profunda pela madrugada a dentro,
Através daquele simples sorriso meigo,
Com os olhos de lado,
Que é dado ao chão.
Esse olhar extraiu, roubou ou furtou
Toda a beleza de tudo que é belo
Não só nas Mulheres lindas
Mas do céu e da Natureza desse lugar.
Quero então, agora ser chão,
Receber seus sorrisos, buscar seus olhares.
Ser massageado por seus passos.
Observar o seu “dispensar sutil”
Sua simpatia infinita e seus sustos
Ao aproximar bruto de uns e outros.
Quero encontrar meu chão em ti Paula.
Não chego a tempo!
Perco meu chão!
E perco tudo que era belo e lindo
E toda a Graça desse lugar maravilhoso.
Ao chegar em casa encontro minha rotina.
Tiro minhas roupas estendo-as no varal
Tomo um banho escovo os dentes
E penso antes de dormir
Como deve ser agora a rotina de Paula
Estender seus olhares no varal
Banhar sua simpatia, enxugar seus desejos
Escovar todos os seus sorrisos encantadores
E dormir com beleza de um mundo todo.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
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