sábado, 8 de maio de 2010

Hoje fui me libertar,
Deixei de lado distrações,
Erros ou até engações
Que me iludem na Tv.

Recebo então a chuva
como presente ou não, passo então
A me intreter bem mais do que com
A televisão.

A chuva leve molha a grade
Que sooa gotas, pim, pim, pim
Som suave, como uma canção
molha as coisas que desejo,
Sei de alguma forma assim Que chove
chove mais dentro do que Fora de mim.

Estico meus dedos
As gotas, o passado, fazem
sentir em minha alma
o macio gostoso de tocar
as velhas calças, escuras e azuis
E notar o quão grande eram os espaços
dentro da sua cortada e branca
blusa do colégio.

Molhado! vejo uma poça,
Nela, vibrações que nas tardes
Vibrantes sua cabeça
pressionava meu peito.
Deitados, escondidos
levados pelo amor
vibrações de gotas
sem nenhum pudor.
Escolhia nosso destino
no prazer que havia
nas noites, nos vinhos e
na alegria de manhas tardias

Ameniza a chuva, diminuem as gotas.
Luzes passam por elas
Gotas cada vez mais espaçadas
pim ... pim ... pim...
Brilham então seu olhos
Seu sorriso, sua boca
quase sinto o gosto de gotas
que molhavam meu corpo ao
somar os pontinhos em mim.

Chega o silencio.
Chuva não há mais.
O orvalho preso na grade
Exala a ultima lembraça:
O cheiro do pescoço coberto por cabelos
Onde meu maior desejo era
me embaraçar e sucumbir
naquele pedaço de seu corpo.

Tento me lembrar, susurar um nome
Mas o tempo não deixa
A chuva que já não molha mais
deu espaço a lua
Que me apresenta a noite,
Lar eterno de novos amores

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